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literatura, cinema e afins

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Sex | 29.06.18

Literatura | Opinião: "Ponto Sem Retorno", de Gabriela Simões

Mar Pereira

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 Para mais informações, clica aqui.

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Recebi uma cópia do livro, em formato digital, por parte da autora, em troca de uma crítica honesta.

 

E é importante ressalvar que esta opinião vai ser exatamente isso: honesta.

Queria tanto ter coisas boas a dizer sobre este livro, mas, infelizmente, não tenho. Vou tentar ser o menos dura possível nesta opinião, porque sei que com certeza há muito esforço e empenho por parte da autora inseridos neste livro e não a quero magoar, mas, realmente, há muita coisa que falhou, para mim, em Ponto Sem Retorno.

Eu talvez seja uma leitora muito estranha e muito anti-cliché (a sério, clichés tiram-me do sério, a não ser que sejam extremamente bem desenvolvidos, e mesmo assim…), e, por isso, podem achar que sou uma completa tola em dizer tudo o que vou dizer a seguir. Lembrem-se de que eu tenho a perfeita noção de que este é o primeiro trabalho da autora e de que toda a gente tem direito a ter a sua própria opinião, e, consequentemente, devemos saber justificá-la. Então, passemos àquilo que realmente me tirou do sério, durante a leitura:

1) O Triângulo (ou quadrado) Amoroso: mas porquê? O triângulo amoroso é das coisas mais desnecessárias num livro. Não acrescenta nada de bom. Só traz confusão e drama. Faz o leitor revirar os olhos. É uma coisa dispensável. Nesta história, ainda mais.

2) O instalove: mas porquê?, vezes dois. Tornou a história muito pouco real. Então, as criaturas nem se conhecem, acabaram de se ver pela primeira vez, e já há quem mova mundos e fundos pela a outra pessoa? Não faz sentido. As coisas não são assim na vida real.

3) A semelhança com outras séries literárias: impossível não me lembrar de Os Jogos da Fome quando nos é apresentado o Rylan, companheiro de caça da Giselle/na questão familiar; há um cheiro d’A Seleção pois a personagem acaba a viver num palácio, onde se acaba por sentir um tanto deslocada da sua zona de conforto, e, além disso, o rei não morre de amores pela rapariga; e até mesmo Cidade dos Ossos, com aquele final.

4) A personagem principal dramática: quem me conhece sabe – e acho que quem não me conhece sabe também – uma das coisas mais importantes para mim num livro são as personagens, nomeadamente as personagens principais. Se eu não gostar das personagens, o livro fica menos bom para mim. Se eu não gostar da personagem principal, o livro fica mau, mesmo. E eu não gostei nada, nada, nada, da Giselle. Achei-a birrenta, chata e demasiado dramática e insuportável.

Além disso, achei tudo extremamente previsível, até o final. Porém, notei algum potencial na escrita da autora. Com trabalho e esforço, a coisa vai lá.

Antes de ler este livro, só via revisões de 4 e 5 estrelas e, talvez por isso, tenha saído tão desiludida.

Lamento muito não ter tido uma boa experiência, mas, quem sabe, não melhore nos próximos volumes. A história tem potencial para tal.

Novamente, não me matem. É só a minha opinião.

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★★☆☆☆

2/5 - Razoável

 

 Até breve! 😊