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literatura, cinema e afins

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Sex | 29.06.18

Literatura | Opinião: "O azul é uma cor quente", de Julie Maroh

Mar Pereira

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Eu sou daquelas (raras?) pessoas que se costuma enjoar com histórias de amor, talvez porque grande parte delas se acabam por tornar melosas e, embora eu goste de livros fofinhos e queridos, de vez em quando, tudo o que em demasia chega a ser enjoativo.

Ainda bem que não me enjoei com este livro, que nos oferece uma das histórias de amor mais bonitas que já tive o prazer de ler.

A Clementine é exatamente o espelho da sua idade: está a descobrir-se, tem as suas dúvidas, os seus receios, os seus momentos menos bons. E, na minha opinião, um livro torna-se muito mais interessante quando a idade da personagem está relacionada com as suas atitudes, torna tudo mais realista.

Há um certo linho de sensibilidade tocante em cada uma das personagens desta história, é fácil criarmos uma certa empatia com elas e, uma coisa muito importante, não me fizeram revirar os olhos.

Adorei todas as relações deste livro: as amizades, os amores… Foi tudo tão lindo. Tudo tão explorado de uma maneira tão bonita!!

Só há uma coisa que peca neste livro: o final. Foi demasiado repentino e abrupto. Gostava que tudo fosse melhor explicado, acho que ficou muito para entender.

Acreditem, esta história prova, mais uma vez, que o amor não olha a géneros, mas sim a corações. E que ainda há esperança de que romances não me coloquem aborrecida.

E, por falar em corações, o meu ficou partido quando acabei este livro. Preparem-se.

 

Leitura para os projetos #JunhoLGBT#LerParaVer2017 e #Adaptações!

 

Só o amor pode salvar o mundo. Porque teria eu vergonha de amar?

O azul é uma cor quente, Julie Maroh

 

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★★★★☆

4,5/5 - Muito Bom

 

 Até breve! 😊