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literatura, cinema e afins

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Seg | 03.09.18

Diário de Leitura de "Os Maias" (Eça de Queiroz)

Mar Pereira

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1 de agosto de 2018

Está lido o primeiro capítulo d'Os Maias. A escrita não me incomodou, aliás, não considerei que as descrições fossem demasiado cansativas e chatas, como toda a gente faz questão de dizer. Pouco mais de 30 páginas lidas, por hoje. Gostei imenso. 

Pedro da Maia amava! Era um amor à Romeu, vindo de repente numa troca de olhares fatal e deslumbradora, uma dessas paixões que assaltam uma existência, a assolam como um furacão, arrancando a vontade, a razão, os respeitos humanos e empurrando-os de roldão aos abismos" (pág. 24)

6 de agosto de 2018

[Sobre o 2º capítulo] Que capítulo tão triste. Senti-me completamente envolvida pela história. A escrita de Eça, talvez por recair bastante na descrição, deixa o leitor ver um filme correr à sua frente - ou, melhor ainda, deixa que o leitor seja transportado para o cenário onde se encontram as personagens e permite que o forasteiro conviva com as gentes locais. Quase que pude sentir as pingas de chuva que encharcavam Pedro da Maia cair sobre mim, também. 

Um final trágico.

Pedro quis dar ao pequeno o nome de Afonso. Mas nisso Maria não consentiu. Andava lendo uma novela de que era herói o último Stuart, o romanesco príncipe Carlos Eduardo; e, namorada dele, das suas aventuras e desgraças, queria dar esse nome a seu filho... Carlos Eduardo da Maia! Um tal nome parecia-lhe conter todo um destino de amor e façanhas." (pág. 41)

7 de agosto de 2018

[3º Capítulo] Comparação nítida entre as educações de Carlos e Eusébiozinho. O papel da mulher n'Os Maias emergiu neste capítulo, aspeto que me interessa e espero que seja ainda mais explorado adiante. 

Começo a gostar cada vez mais de Afonso da Maia. Que personagem interessante!

– Mas enfim os clássicos – arriscou timidamente o abade.

– Qual clássicos! O primeiro dever do homem é viver. (...) A alma vem depois. A alma é outro luxo. É um luxo de gente grande..." (pág. 67)

8 de agosto de 2018

[4º Capítulo] Um dos meus capítulos favoritos, até agora. A escrita de Eça, apesar das duas conhecidas descrições, está a conquistar-me aos poucos. Agora que temos já mais de 100 páginas lidas, penso que não será cedo para dizer que estou a gostar muito deste livro: desde o ambiente, às personagens, a própria maneira de escrever deste senhor... E finalmente conheci o tão falado João da Ega! Que personagem. Muito boa a impressão com que fiquei dele.

(...) se não aparecem mulheres, importam-se, que é em Portugal para tudo o recurso natural. Aqui importa-se tudo. Leis, ideias, filosofias, teorias, assuntos, estéticas, ciências, estilos, indústrias, modas, maneiras, pilhérias, tudo nos vem em caixotes pelo paquete. A civilização custa-nos caríssima, com os direitos da Alfândega: e é em segunda mão, não foi feita para nós, fica-nos curta nas mangas..." (pág. 113-114)

14 de agosto de 2018

Por diversos motivos, a leitura do 5º capítulo foi arrastada. Confesso que, realmente, foi um bocadinho complicado lê-lo. Tinha muitas vezes a sensação que nunca mais acabava, o que não é muito bom. Mas, fora isso, continuo a gostar muito da história!

30 de agosto de 2018

Vou agora começar o capítulo 14. Já lemos mais de 50% do livro. Estou completamente mergulhada na história. Que maravilha de livro... 

Madrugada de 1 de setembro de 2018

Já está. Terminei. Não sinto que existam palavras suficientemente boas para descrever esta autêntica obra de arte que Eça nos deixou. 
Fica um eterno e imenso amor por esta história e por estas personagens.
Muito provavelmente, o melhor livro que alguma vez li.

Falhámos a vida, menino! (pág. 722)

 

A leitura d'Os Maias foi feita em conjunto com a Babi, do canalblogue Café Com Bolachas e Chocolate.

 

 Até breve! 😊