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mar

literatura, cinema e afins

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literatura, cinema e afins

Sex | 31.08.18

Dicas e Métodos de Estudo! 📚

Mar Pereira

Alguns colegas perguntaram-me, diversas vezes, o que fazia eu para conseguir alcançar bons resultados académicos. É certo que, para conseguir estar com os resultados que ambiciono, tive de experimentar diversos métodos.Uns resultaram, outros não. Por isso, hoje, decidi partilhar convosco, tal como fiz com os meus colegas, alguns métodos e algumas dicas que podem tornar o vosso estudo mais fácil e, sobretudo, mais eficaz! 

 

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Os três primeiros passos são aparentemente simples, mas são, também, dos pontos fulcrais para termos um bom estudo. Antes de começar a aplicar qualquer método em definitivo, tens de perceber...

1. Como é que estudas melhor

Sozinho ou em grupo? Em silêncio ou com música? Em casa ou numa biblioteca/café/esplanada/etc?

2. Em que altura do dia és mais produtivo

De manhã, pela fresca? Depois de almoço? Ao fim da tarde? À noite? 

3. Como é que memorizas mais facilmente a matéria

Terás uma memória visual apurada? Ou será que é uma memória mais auditiva?

 

Depois de fazeres essas três simples perguntas e ti mesmo e de obteres as respostas, basta começares a delinear aquele que será, para ti, o melhor método de estudo a aplicar. Se, por exemplo, sentes que estudar em grupo, em silêncio, numa biblioteca, a meio da tarde te torna mais produtivo, arranja um pequeno grupo que partilhe da mesma opinião e aposta nessa fórmula. Se, por acaso, também te apercebes que tens uma memória extremamente visual, então talvez os resumos feitos em texto corrido não sejam para ti e devas aproveitar essas sessões de estudo para fazer esquemas de modo que, quando precisares de te lembrar da matéria que estavas a estudar, a primeira coisa a vir-te à mente seja esse esquema. 

 

Mas que outras maneiras podes utilizar para ter um estudo eficiente e que te leve a bons resultados? Bom, a chave para o sucesso é diferente de caso para caso e, portanto, para atingir o topo terás sempre de adaptar todas as dicas e sugestões dadas à tua situação. Portanto, tudo o que a seguir é sugerido é baseado na minha experiência e naquilo que, pessoalmente, funcionou comigo.

 

Dicas de Estudo

 

  • Cria uma rotina de estudo

Criar o hábito de, todos os dias, a seguir ao dia de escola, rever a matéria dada nas aulas pode salvar-vos a vida em época de testes. Isto porque, ao ir estudando todos os dias, bocadinho aqui, bocadinho acolá, vão libertar muito mais a vossa agenda na altura apertada que são as semanas de avaliação. Com estudar não me refiro apenas a reler o que foi dado na aula e fechar os livros. Evidentemente que, caso no dia seguinte tenham algo muito importante a fazer ou estejam ainda a desligar-se de um mau dia de aulas, podem deixar esta tarefa para o dia seguinte, mas fazer da procrastinação um hábito é a vossa sentença de morte, acreditem. Não acumular matéria é fundamental para se manterem a par daquilo que é dado nas aulas e, desse modo, poderem estar ainda mais interessados nos conteúdos e terem conhecimento suficiente para responder a possíveis questões colocadas em aula. Toda a gente está careca de ouvir "estuda com frequência e não apenas na véspera!", mas, acreditem, é mesmo verdade e faz a total diferença entre uma nota aceitável e uma boa nota.

 

  • Traça objetivos para a sessão de estudo

Se, quando te sentares para estudar, escreveres num papel todas as tarefas que tens para fazer vais estar, de certo modo, a colocar metas a ti mesmo. Por exemplo, hoje tens a tarde livre e alguns trabalhos de casa para fazer: sentas-te, pegas num papel e escreves todos os TPC's que tens para fazer – TPC Filosofia, TPC Matemática, TPC Português – e também a matéria que tens de rever desse dia – Biologia, Português, Inglês. À medida que fores cumprindo os objetivos, vais colocando um certo ao lado, de modo a perceberes o quão perto estás de atingir a meta imposta. 

O mais importante desta lista de objetivos é que ela seja realista. Não esperem que, em 2 horas de estudo, consigam reler Os Maias, fazer 30 equações e ver a matéria em atraso de 7329202 mil disciplinas. Respeitem o vosso tempo e criem metas que saibam, desde o princípio, que são possíveis de ser cumpridas.

 

  • Mantém o teu lugar de estudo organizado (uma dica que eu mesma devia ter em conta)

Antes disso, é também necessário que tenhas um lugar de estudo definido. Saltitar, numa só tarde, entre a sala, a cozinha, o quarto e a varanda é excelente para perder algum material escolar e a concentração. Não digo que, no verão, por exemplo, estudar ao ar livre, no jardim/quintal ou na varanda, não seja uma boa ideia, mas ter um lugar definido para estudar é ainda melhor. 

Ter esse mesmo lugar de estudo organizado torna-o, além de mais apelativo, um grande salva-tempo. Se tiverem as vossas canetas arrumadas, as fichas organizadas e os cadernos postos em ordem, na hora de estudar, saberão onde está tudo e não vão ter que perder tempo a procurar aquela ficha de Filosofia que a professora disse ser muito importante para o próximo teste. 

 

  • Destacar as coisas mais importantes? Definitivamente, mas não com marcadores fluorescentes

Sim, sublinhar um ou outro excerto disto ou daquilo porque é realmente importante e uma ideia a reter é uma boa ideia. Fazê-lo com marcadores coloridos é que não. Podemos até achar que dá mais destaque a essas partes importantes, mas, primeiro, está cientificamente comprovado que olharmos para a tinta desses marcadores fluorescentes no papel pode provocar alguns problemas de visão e, segundo, não fica nada estético. Folheiem um manual que esteja todo sublinhado com esse tipo de coisas. Não fica bonito. Não fica nada bonito. Tudo parece uma autêntica confusão, pelo menos, a meu ver.

Portanto, se o ato de sublinhar é algo a ter em conta, mas os marcadores não são para usar, então, em que ficamos? Sublinhamos o que é importante, sim, mas com uma caneta (azul, preta ou até mesmo daquelas coloridas que tanta gente adora) ou com um lápis. E, mais importante ainda, sublinhar apenas o que é MESMO importante. Não é para pintar uma página inteira com caneta BIC.

 

  • FAZ PAUSAS

É extremamente importante fazer pausas. Não estudes por mais de 2h30/3h seguidas. Isso não te faz bem e não te torna mais produtivo, acredita! Para mim, o ideal é estudar 1h15/1h30, fazer uma pausa de 10 minutos e, a seguir, estudar novamente durante 1h15/1h30 seguida. Mas, como as pessoas funcionam de maneira diferente e algumas podem sentir-se bem a estudar durante mais tempo seguido, alargar o período de estudo até 3h pode funcionar. Mas isso é o máximo, mesmo que estejas muito desesperado para colocar matéria em dia.

O que torna um estudo produtivo e eficaz não é o tempo que vocês passam à frente dos livros, cadernos e apontamentos. Portanto, achar que estudar das 14h às 20h sem fazer uma única pausa vos vai dar melhores resultados está, na minha opinião, errado dos pés à cabeça. 

O mais importante fator no estudo não está relacionado com o tempo, mas sim com a concentração. É preferível estudarem durante 1 hora, mas nessa hora singular estarem a 101%, do que ficarem 6 horas enfiados num escritório ou num quarto a "estudar". Sejamos sinceros, depois de 2h30 o vosso cérebro começa já a distrair-se demasiado e a achar um teto ou parede branca a coisa mais interessante do planeta.

Portanto, se acham que aguentam 3h seguidas a estudar, força. Mas, depois disso, obriguem-se a parar, nem que seja por 10/15 minutos. Vão à casa de banho, bebam um copo de água, comam um bocado de chocolate, vejam um vídeo no YouTube, leiam um post num blogue, divaguem pelas redes sociais... Enfim, façam coisas que vos distraiam do estudo. 

A política das pausas exige que vocês sejam extremamente rigorosos convosco: quando é para estudar, é para estudar; quando é para desanuviar, é para desanuviar. Se limitam as pausas a 15 minutos, são 15 minutos e acabou. Não tomem o hábito de dizer "só mais um minutinho...". 

Em estilo de conclusão, 1h30 de estudo intensivo pode muito bem ser mais eficiente que 6h de estudo seguido (que acabará por não ser intensivo).

 

  • Diz sim ao descanso

Não que seja uma dica de estudo propriamente dita, mas é algo que deves ter em conta se queres que o teu trabalho dê frutos. Todo o ser humano precisa de descanso, para isso é que existem as folgas, e o estudante também precisa delas. Arranja um dia que seja completamente livre, para fazeres o que quiseres: ver séries, filmes, ler, sair com amigos, estar com a família. Aceita esse dia livre como a tua folga. Se forem como eu e acharem que ao escolher um dia inteiro para essa função acabam por, de certo modo, estar a desperdiçar algum tempo valioso, optem por escolher apenas uma parte do dia para estarem completamente livres (é, aliás, o que mais recomendo que façam). Imaginem que escolhem a manhã de sábado como "folga". Podem acordar tarde ou aproveitar esse tempo para colocarem as séries em dia. E, depois do almoço, esse período de descanso termina e, durante a tarde, têm tempo para colocar a matéria da escola em dia. 

Eu, neste ano letivo que passou, terminava as aulas às 16h45 de sexta-feira e, depois de chegar a casa, nesse dia, não fazia mais nada. Ia fazer tudo o que me apetecesse, menos estudar (podia, ocasionalmente, fazer um ou outro trabalho de casa, mas nada mais). Guardava o estudo para fazer durante o fim de semana e, como ao longo da semana, depois das aulas e nas tardes livres, já adiantava muito trabalho, conseguia conjugar bem as coisas.

Não te foques apenas em estudar e em fritar o cérebro, toda a gente precisa de descansar um bocadinho, afinal, não queremos andar a dormir em pé por causa do cansaço, correto?

 

  • 75% do estudo está nas aulas

Este é o ponto mais importante: estejam atentos nas aulas. Se perceberem a matéria nas aulas, estão com meio caminho andado para aquele que vai ser o vosso trabalho em casa. Caso estejam com atenção nas aulas, quando chegarem a casa, vão ter apenas de rever e assimilar o que aprenderam. Caso estejam desatentos, quando chegarem a casa, vão ter que aprender tudo sozinhos e terão o triplo da dificuldade e, por isso, os resultados não vão ser tão bons o quanto desejavam. 

Além disso, ao estarem focados nas lições, podem ir sempre levantando questões à medida que a matéria é dada e as dúvidas vão surgindo, de modo que, muito rapidamente, as mesmas se desfazem.

Vai registando os teus próprios apontamentos, tira dúvidas e escuta com toda a atenção aquilo que os professores dizem. Faz a diferença entre uma boa noite e uma excelente nota. 

 

Métodos de Estudo

 

  •  A melhor maneira de assimilar conhecimento é através da prática

Isto serve para quase todas as disciplinas. Sobretudo para os números e para as línguas. Tomemos como exemplo Português, mais especificamente a Gramática que, segundo me apercebo, é uma das maiores dores de cabeça dos alunos. Vamos supor que vocês são uma nódoa nas orações, que não percebem nada daquilo. Devem, inicialmente, estudar a parte mais teórica da coisa, saber o que são, como é que estão dividas (coordenadas/subordinadas e as subdivisões de ambas), para que é que são usadas... 

Mas se querem mesmo saber distinguir uma oração subordinada substantiva completiva de uma oração subordinada adverbial causal num curto espaço de tempo, quase instantaneamente, têm que fazer MUITOS exercícios. Usem o caderno de atividades, o próprio manual deve conter alguns exercícios sobre o assunto, aproveitem as fichas que os vossos professores vos fornecem e, se isto ainda não for suficiente, a Internet tem também pode ser utilizada. Caso estejam mesmo com muitas dificuldades recomendo pratiquem e afinem motores, ainda antes do começo do ano escolar. Se sentirem mesmo muitas dificuldades, não há problema em procurar por exercícios e fichas de anos anteriores ao vosso (por exemplo, estão no 10º ano e vão buscar fichas do 7º/8º/9º). A aprendizagem deve ser feita de modo gradual e não podem construir uma casa sem alicerces. 

Outra sugestão no que toca à prática é refazer os exercícios que são feitos em aula. Imaginemos que, na aula de Matemática de hoje, fizeram 10 exercícios sobre a matéria que foi dada na lição passada. Chegar a casa e refazer esses exercícios traz vários benefícios: primeiro, isso já é um estudo e estão já a rever a matéria das aulas; depois, caso errem, têm a correção convosco e notam perfeitamente em que é que estão a falhar e, na aula seguinte, podem pedir ajuda ao vosso professor para solucionar o problema; e, por fim, muitas vezes os professores colocam nos testes exercícios relativamente semelhantes àqueles que são feitos e corrigidos em sala de aula. 

 

  • Coloca os assuntos num modelo causa-efeito

Isto é excelente para organizar ideias e uso com muita frequência em História A (Geografia também, por vezes). Como disse, não há melhor para estruturar e formatar conhecimentos. Pensemos, por exemplo, na Trilogia Negra do Séc. XIV (fome, peste e guerra), concretamente na fome [que é capaz de ser o mais fácil de explicar]: Anos muitos chuvosos  ➡️ Maus anos agrícolas ➡️ Fome. 

Portanto, basta pensar no assunto X, que é o vosso tema principal, e questionar: o que é que nos levou a ele? Os motivos A, B, C; e o que é que esse assunto X provocou? Teve as consequências M, N O, P.

 

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  • Testa-te a ti próprio

Fazer testes sobre a matérias que vai sair na vossa prova é uma técnica muito usada e, convenhamos, mal não vos pode fazer porque através disso estão, novamente, a praticar. Muitos manuais e cadernos de atividades têm este tipo de material preparado, mas, mais uma vez, a nossa querida amiga Internet também pode ser nossa aliada.

Além disso, podes também debruçar-te mais sobre a parte da matéria que tem mais probabilidade de sair. Há duas formas de descobrir isso: ou é mesmo uma matéria que, dê por onde der, vai sair no teste (em Português, quando falamos de uma obra literária, por exemplo) ou porque o próprio professor deu essa dica em aula. Baseando-te nisto, podes fazer perguntas a ti mesmo, de modo a obrigar-te a explicar o assunto X ou Y.

 

  • Revê a matéria em voz alta

Este é um truque que resulta a 100% comigo. Uso e abuso dele para todas as disciplinas. Pega nos teus resumos/livros/apontamentos e na folha de objetivos (normalmente os professores disponibilizam os objetivos ou as páginas que têm de estudar para o teste. Se receberam os objetivos já discriminados, ótimo, menos trabalho terão; se têm apenas as páginas, basta pegarem numa folha e irem anotando lá a matéria presente nas páginas indicadas), certifica-te que estás concentrado e na altura do dia em que és mais produtivo e, depois, começa a declamar a matéria por ali fora, como se a estivesses a ensinar a alguém, não esquecendo, por isso, pormenores. Caso notes que uma ou outra parte ainda precisa de ser revista, aconselho a que destaques esse objetivo para mais tarde voltares a ele. Se tiveres uma branca, podes rapidamente fazer uma pausa e reler os teus apontamentos, para ver se a matéria assenta de vez e conseguires, depois, continuar o raciocínio. 

 

Como já referi, tudo o que aqui foi apresentado baseia-se meramente na minha experiência, naquilo que resultou comigo. Se, por exemplo, acham que ao estudar 6h seguidas estão a ser produtivos, continuem. Adaptem-se e moldem as sugestões que vos são dadas a vocês mesmos. Não existe uma fórmula que resulte com todos, muito menos uma fórmula infalível, e, como se costuma dizer, o que seria do amarelo se toda a gente gostasse do rosa, certo?

Espero que as dicas sejam úteis em algum ponto da vossa vida académica! Sintam-se à vontade para partilhar mais dicas comigo! :)

 

 Até breve! 😊

 

 

 

 

Sex | 31.08.18

4º Encontro na Feira do Livro do Porto!

Mar Pereira

A edição da Feira do Livro do Porto deste ano decorre, nos jardins do Palácio de Cristal, de 7 a 23 de setembro e, à semelhança dos anos passados, foi organizado um encontro entre leitores! O 4º encontro organizado irá reunir Booktubers, Bookstagrammers, Bloggers & Novos Autores, no dia 15 de setembro, pelas 14h00, no Expositor Nº1 "CMP Informações".

 

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Fui ao encontro do ano passado e foi fantástico! Este ano, a julgar pela quantidade de plataformas envolvidas, isto tem tudo para ser épico (perceba-se a hipérbole...)!

Um passarinho contou-me que, este ano, existirão sorteios de livros e outras surpresas, portanto vais mesmo querer deixar passar uma tarde rodeada de livrólicos e ainda a possibilidade de ganhar livros?

Recapitulando...

 

 

15 de setembro, 14h00, ponto de encontro no Expositor Nº1 "CMP Informações".

 

Para mais informações clica aqui. Mantém-te informado das confirmações (de autores, bloggers, booktubers...) no encontro aqui.

 

 Até breve! 😊

 

Qui | 30.08.18

Literatura | Opinião: "P. S. Ainda Te Amo", de Jenny Han

Mar Pereira

ATENÇÃO! Possíveis spoilers do primeio livro na sinopse abaixo apresentada. Opinião completamente livre de spoilers.

 

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Título: P. S. Ainda Te Amo (em inglês, P. S. I Still Love You)

Saga: A Todos os Rapazes que Amei, volume 2.

Autor(a): Jenny Han

Edição: 2016

Editora: Topseller

ISBN: 9789898800770

Sinopse: "Ele é o único homem que a fez sentir-se viva.
Mas também é aquele que a poderá destruir.
Lara Jean sempre teve uma vida amorosa muito atribulada, pelo menos na sua imaginação. Ela jamais imaginou que as cartas que escreveu a despedir-se dos rapazes por quem se apaixonou, mas a quem nunca teve coragem de confessar o seu amor, chegassem às mãos dos seus destinatários. E por causa disso meteu-se numa grande confusão. Para escapar à vergonha, começou um namoro a fingir com o Peter Kavinsky.
Lara nunca esperou apaixonar-se a sério pelo Peter. E por isso está mais confusa do que nunca.
Agora, ela terá de aprender a estar num relacionamento que, pela primeira vez, não é a fingir. Porém, quando um outro rapaz do seu passado reaparece na sua vida, Lara percebe que também nutre por ele sentimentos mais profundos. Será possível uma rapariga estar apaixonada por dois rapazes ao mesmo tempo?
Uma história dedicada e encantadora, que nos mostra que o amor não é fácil, mas que é por isso mesmo que é tão fascinante apaixonarmo-nos."

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Depois de, em abril, ter lido A Todos os Rapazes que Amei fiquei logo com vontade de ler as duas sequelas e, assim, terminar a trilogia.

A história presente nestes livros é parva e cheia de típicos clichés dos livros/filmes/séries sobre adolescentes, mas é super-hiper-mega engraçada. A leitura de P. S. Ainda Te Amo é tal e qual a do primeiro livro: engraçada e viciante. 

Neste segundo livro, há um principal foco na irmã mais nova da Lara Jean, a Kitty, que proporcionou, novamente, uma série de momentos cómicos que tornaram este livro ainda mais divertido. Já sabemos que a dinâmica familiar dos Covey é extraordinária (aliás, é uma das minhas coisas favoritas nestes livros!).

No entanto, achei este livro inferior ao primeiro (muito inferior, para ser sincera). Valeu-lhe esses momentos engraçados, os momentos familiares (um resultou numa conversa sobre feminismo bastante interessante) e a convivência com os idosos.

A sociedade é demasiado propensa a envergonhar uma mulher por gostar de sexo e aplaudir um homem pelo memso motivo." (pág. 46)

De resto, desiludiu. Triângulos (quadrados? pentágonos?) amorosos completamente vincados e desnecessários levaram à criação de um drama enorme e descartável que tornou o livro chato e irritante.

 

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Este livro era, inicialmente, o final da história da Lara Jean. E o final deste livro foi horroso. Muito, muito mau. Ainda bem que a Jenny Han decidiu escrever um terceiro livro. Espero que esse tenha o final que esta história merece! 

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★★☆☆☆

2/5 - Razoável

 

 Até breve! 😊

 

 

Seg | 27.08.18

Literatura | Novo livro de Afonso Reis Cabral está a chegar!

Mar Pereira

Em julho, li O Meu Irmão, para o projeto Ler os Nossos e, como já sabem, ficou um dos meus livros favoritos de sempre. Para ler a opinião em detalhe basta clicar aqui

Estive de férias, na passada semana, e com um acesso muito restringido à internet (também é importante desligarmo-nos das redes, não é verdade?) e, quando voltei a casa, apanhei um enorme espanto ao entrar no meu email. Estava lá uma mensagem do autor a agradecer a crítica que fiz do seu livro e a dar algumas novidades do seu próximo romance. 

Hoje, segunda feira (27 de agosto), o autor divulgou no seu Facebook a capa e sinopse do seu novo livro. Chama-se Pão de Açúcar, é editado pela D. Quixote e fica disponível a 18 de setembro nas livrarias.

A premissa do livro remete para a história verídica do assassinato de Gisberta, um símbolo LGBT, uma emigrante brasileira a viver em Portugal, assassinada por um grupo de adolescentes, em fevereiro de 2006.

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Sinopse

Em Fevereiro de 2006, os Bombeiros Sapadores do Porto resgataram do poço de um prédio abandonado um corpo com marcas de agressões e nu da cintura para baixo. A vítima, que estava doente e se refugiara naquela cave, fora espancada ao longo de vários dias por um grupo de adolescentes, alguns dos quais tinham apenas doze anos.
Rafa encontrara o local numa das suas habituais investidas às «zonas sujas», e aquela espécie de barraca despertou-lhe imediatamente o interesse. Depois, dividido entre a atracção e a repulsa, perguntou-se se deveria guardar o segredo só para si ou partilhá-lo com os amigos. Mas que valor tem um tesouro que não pode ser mostrado?

 

Nas Livrarias a 18 de setembro de 2018. 

 

Será escusado dizer que estou ansiosa por pegar neste livrinho, certo?

 Até breve! 😊

 

 

 

Sab | 18.08.18

Literatura | Poesia, o barulho de chuva

Mar Pereira

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Quem me conhece bem sabe que sou apaixonada por poesia. Foi um gosto que me foi passado por uma antiga professora de Português do Ensino Básico e que, penso eu, permanecerá até ao fim dos meus dias.

Mas o que é que a poesia tem para me agradar tanto? Mel não é com certeza. Acho que, no princípio fundamental da questão, será a maneira única que a poesia nos dá de nos tornarmos pássaros leves e livres. Poesia é tudo o que vem da alma, é o mais puro exemplo da essência humana.

Ser poeta não é uma ambição minha. É a minha maneira de estar só".

- Fernando Pessoa

O Começo

No entanto, apesar desta minha pequena paixão pela poesia ter sido cravada bem recentemente, estou acompanhada por ela há já muito tempo. Um dos primeiros livros a habitar a minha estante, que, na altura,123.jpg estaria recheada de brinquedos, foi um livro de poesia. Intitulado Anjos de Pijama, escrito por Matilde Rosa Araújo e ilustrado por Maria Keil, foi-me oferecido quando tinha 5 anos.

Ainda habita a minha estante, num canto dedicado a livros que, por mais que os anos passem, serão sempre especiais à leitura que hoje sou.

Lembro-me de ter a minha irmã a ler-mo, muitas vezes, e, quando aprendi a ler, devorei-o durante muitas noites. É um livro muito ligado à natureza, com diversas ilustrações que me fizeram aprender muitos nomes de animais e ficar, durante muito tempo, entretida a ver os pormenores de cada desenho. Foi o primeiro contacto que tive com poesia, em toda a minha vida. Penso que não podia ter começado melhor.

E entretanto cruzei-me, algures, com poemas de Sophia de Mello Breyner, cujos títulos nunca saberei reproduzir.

 

O Presente

Cresci. Deixei os livros de lado. E voltei, alguns anos depois, a reencontrá-los e a achar neles a melhor fonte de alimento para os sonhos. E foi aqui que me reconciliei com a poesia. A minha professora, a quem muito tenho a agradecer, ajudou. E pronto. Cá estamos.

De nomes como Almeida Garrett, a Ondjaki, Cesário Verde, Alexandre O'Neill António Nobre, Matilde Campilho... Enfim. Foram muitos poemas que li, muitos livros que folheei.

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 E, então, numa tarde sem nada para fazer...

Folhas Caídas (Almeida Garrett) pode ser nomeado o livro que me fez cair de novo nas graças deste género literário. Numa edição já muito antiga e amarela, andava perdido por casa da minha avó. Penso que nunca ninguém lhe tinha pegado, porque, apesar de apresentar marcas do tempo, marcar de leitura nem vê-las. Numa tarde de verão, peguei nele, li-o, e fiquei de queixo caído. Soberbo. Aliás, estou a pensar em relê-lo em breve.

 

Entretanto, li "um outro poema" de Cesário Verde, de Alexandre O'Neill, de António Nobre, porque, no 8º ano, juntei-me ao Clube de Poesia da escola. E foi aqui que conheci, muito provavelmente, o meu poema favorito. De 1938, escrito pelo britânico W. H. Auden, com o título Funeral Blues.

Funeral Blues

Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.

Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message 'He is Dead'.
Put crepe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.

He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last forever: I was wrong.

The stars are not wanted now; put out every one,
Pack up the moon and dismantle the sun,
Pour away the ocean and sweep up the wood;
For nothing now can ever come to any good.

Tradução:                                                                                                                        Parem todos os relógios, desliguem o telefone, 

Evitem o latido do cão com um osso suculento, 
Silenciem os pianos e com tambores lentos 
Tragam o caixão, deixem que o luto chore. 

Deixem que os aviões voem em círculos altos 
Riscando no céu a mensagem: Ele Está Morto, 
Ponham gravatas beges no pescoço dos pombos brancos do chão, 
Deixem que os polícias de trânsito usem luvas pretas de algodão. 

Ele era o meu Norte, o meu Sul, o meu Leste e Oeste, 
A minha semana útil e o meu domingo inerte, 
O meu meio-dia, a minha meia-noite, a minha canção, a minha fala, 
Achei que o amor fosse para sempre: Eu estava errado. 
As estrelas não são necessárias: retirem cada uma delas; 
Empacotem a lua e façam o sol desmanchar; 
Esvaziem o oceano e varram as florestas; 
Pois nada no momento pode algum bem causar. 

 

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Mais tarde, quando comecei a ler Ondjaki, depois de tantas vezes ver nos seus livros referências à poesia e àquilo que era a poesia, decidi pesquisar, na biblioteca, poesia dele. Encontrei Há Prendisajens Com o Xão. Ondjaki já era um dos meus autores favoritos. E, depois disto, só consolidou o seu lugar como um dos melhores escritores que conheci. Neste pequeno livro, o autor explora a natureza, no seu estado puro. É lindo, lindo, lindo.

 

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Entretanto, passei pelo Pedro, Lembrando Inês, de Nuno Júdice, numa tentativa falhada de "fazer as pazes" com Inês de Castro, de quem não sou fã, desde que li uma biografia sobre a sua outra face, que poucos conhecem. Embora reconheça uma bonita capacidade de escrita poética do Nuno, o livro ficou um pouco abaixo do que esperava. É bonito, sim. Tocante e, por vezes, triste. Mas não me conquistou. De todo.

 

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E depois conheci o feminismo. E, depois de já estar completamente mergulhada no assunto, foi lançado em Portugal Leite e Mel, de Rupi Kaur. Tornou-se um favorito. Fez-me sorrir, acreditar mais em mim e, de certo modo, até mesmo perceber-me melhor. Mas também me deu duros murros no estômago, fez-me chorar e refletir seriamente sobre as palavras que, apesar de simples, dizem muito ao leitor. Aliás, até escrevi uma opinião sobre o livro no começo do blog e lembro-me que queria agradecer à autora por, de certo modo, revolucionar-me um pouco.

 

Mais recentemente li um livro um pouco parecido ao Leite e Mel, The Princess Saves Herself In This One, que, apesar de não ser mau, não foi tão bom o quanto esperava. Mas, quem gostou do trabalho de Rupi Kaur pode sempre dar uma oportunidade ao livro de Amanda Lovelace.

 

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Mas, antes desse livro, veio o Nenhuma Palavra e Nenhuma Lembrança, escrito por Manuel António Pina e publicado em 1999. E, digo-vos, se pudesse, abraçava-me tanto, tanto, tanto a este livro e nunca mais o deixava sair de perto de mim. Foi-me oferecido no final do 9º ano, aquando da despedida daquela mesma professora que me despertou o gosto pela poesia. Ela deu-mo. Disse-me que ia gostar. E o certo é que não gostei. Adorei. Muito, muito, muito. Não consigo explicar o quão importante é este livro para mim. Nunca sairá da minha estante. Nunca.

 

O Futuro

Não está nos meus planos deixar este lado de adepta fervorosa de poesia, pelo que, para o futuro, vou, de certo continuar a ter na poesia uma amiga, uma confidente e, sobretudo, um mar infinito de expressão.

 

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E, para os curiosos que se questionaram "Que título é este?", passo a explicar: num dos meus livros favoritos de SEMPRE, Uma Escuridão Bonita (não é poesia, mas altamente recomendo), Ondjaki pintou uma das frases mais bonitas que já vi:

A poesia não é a chuva, é o barulho da chuva."

- Ondjaki, Uma Escuridão Bonita

Para rematar, e porque este post já vai longo, resta-me apenas agradecer à Angie do blog The Little Angie que me sugeriu fazer um post sobre poesia (por onde começar, sugestões de leitura...). E, bem, penso que foi o que fiz, talvez de uma maneira um pouco confusa e estranha.

Leiam poesia. Faz bem à alma.

Até breve! 😊

 

 

 

 

 

 

 

Ter | 07.08.18

Literatura | Opinião: "Perguntem a Sarah Gross", de João Pinto Coelho

Mar Pereira

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Título: Perguntem a Sarah Gross

Autor(a): João Pinto Coelho

Edição: 2015

Editora: Dom Quixote

ISBN: 9789722057103  

Sinopse: "Em 1968, Kimberly Parker, uma jovem professora de Literatura, atravessa os Estados Unidos para ir ensinar no colégio mais elitista da Nova Inglaterra, dirigido por uma mulher carismática e misteriosa chamada Sarah Gross. Foge de um segredo terrível e procura em St. Oswald’s a paz possível com a companhia da exuberante Miranda, o encanto e a sensibilidade de Clement e sobretudo a cumplicidade de Sarah. Mas a verdade persegue Kimberly até ali e, no dia em que toma a decisão que a poderia salvar, uma tragédia abala inesperadamente a instituição centenária, abrindo as portas a um passado avassalador. 

Nos corredores da universidade ou no apertado gueto de Cracóvia; à sombra dos choupos de Birkenau ou pelas ruas de Auschwitz quando ainda era uma cidade feliz, Kimberly mergulha numa história brutal de dor e sobrevivência para a qual ninguém a preparou.
Rigoroso, imaginativo e profundamente cinematográfico, com diálogos magistrais e personagens inesquecíveis, Perguntem a Sarah Gross é um romance trepidante que nos dá a conhecer a cidade que se tornou o mais famoso campo de extermínio da História. A obra foi finalista do prémio LeYa em 2014."

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Esta foi a leitura que sucedeu a O Meu Irmão, vencedor do Prémio Leya, em 2014, e, curiosamente, esta mesma obra foi finalista desse prémio, nesse ano.

Perguntem a Sarah Gross vai dar ao seu leitor um leque de variadas personagens, épocas e localizações, sendo o objetivo principal dar a conhecer mais sobre a vida de Sarah Gross, uma das personagens principais do livro. De relembrar que se trata de um livro de ficção.

Digo uma das personagens principais porque, de facto, o livro acaba por ter duas: a Sarah, cujo passado iremos explorar e conhecer minuciosamente, e a Kimberly, encarregue de nos guiar pelas ações correntes, no momento presente. 

Tudo começa quando, um dia, Kimberly decide candidatar-se ao cargo de Professora de Literatura, num dos colégios mais conceituados dos Estados Unidos, St. Oswald’s. É aí que irá conhecer Sarah, uma mulher de ideias fortes e com um carisma próximo do revolucionário, já que o colégio que dirigia tinha doutrinas extremamente discriminatórias: as raparigas foram, durante muitos anos, privadas de lá estudar e, além disso, todos os alunos de St. Oswald’s são caucasianos/brancos, tendo, na sua maioria, uma mentalidade fechada, muito à semelhança dos pais e, até, de alguns professores do referido estabelecimento de ensino. 

Este corpo docente é tão estável como um jardim de árvores secas. Qualquer flor que lá nasça destaca-se a léguas." (pág. 58)

Ao longo do livro percebemos que, efetivamente, a diretora de St. Oswald’s tem ideias diferentes. Sarah quer tornar aquele colégio um local onde exista igualdade e, para conseguir atingir o seu objetivo, vai lançando certos cartuchos que nem sempre caem bem nas graças dos pais dos estudantes do colégio e dos professores que nele lecionam. 

Mas nem só de colégios para meninos ricos e vazios é feito este livro. Quando somos introduzidos a narrações da década de 20 e 30, vamos presenciar uma outra realidade, mas, no fundo, quase semelhante à anteriormente caracterizada. Realidade de uma Europa destruída e da ascensão dos regimes fascistas e ditatoriais, focando, com maior incidência, o nazismo de Hitler. 

(...) um povo humilhado é como um animal ferido, senhora Gross. Quando se perde tudo, o ódio pode ser a única fonte de alento. Resta saber qual o alvo escolhido." (pág. 134)

É um enredo ambicioso, aquele que João Pinto Colho se propõe a oferecer nesta obra literária. No entanto, a história está extremamente bem conseguida. Aliada à sua forte capacidade de contar histórias, temos a grande base de informação de que o autor dispõe. Basta lermos a pequena biografia apresentada numa das badanas do livro para percebermos que este é um autor que efetivamente percebe do que fala. A mero título de exemplo: "Em 2009 e 2011 integrou duas ações do Conselho da Europa que tiveram lugar em Auschwitz (Oswiécim), na Polónia, trabalhando de perto com diversos investigadores sobre o Holocausto".

No fundo, Auschwitz era assim e, enquanto o mundo rodasse ao contrário, as histórias de sobrevivência continuariam a ser escritas com sangue e lágrimas." (pág. 418)

As personagens, são, também elas, de grande interesse. Todas elas, sem exceção. Isto porque se desfloram em várias camadas, não são de modo algum superficiais, o que eleva o enredo a um patamar de excelência. 

Por fim, quanto à escrita do João Pinto Coelho tenho apenas elogios a dar. Realmente, a sinopse promete um cenário cinematográfico e cumpre a promessa. A escrita do João é tão visual que, ao descrever as décadas de 20, 30, 60 e 70 e localizações como os EUA, Polónia e Alemanha, o visitante do seu livro sente quase que, ao comprar um livro, acabou por comprar um bilhete de avião para viajar por diversos países e outro para viajar no tempo. 

Apesar de, por tudo o que acima referi, julgar Perguntem a Sarah Gross uma obra excecional, recheada de informação (fruto de uma vasta e notória investigação do autor), não posso dizer que tenha sido um livro que me marcou, de todo. Estou já careca de dizer isto, mas livros com o ambiente do Holocausto não funcionam comigo. Já li alguns e nunca consegui apreciar nenhum. Gosto de ler livros sobre a 2ª Guerra, mas passados, por exemplo, na Alemanha, como é o caso d'A Rapariga Que Roubava Livros que é um dos meus livros favoritos de sempre, ou em Inglaterra, explorando um pouco a estratégia das forças aliadas, até mesmo na França ocupada, presente, por exemplo, n'O Rouxinol (ainda está por ler na estante). Mas leituras que tenham por base o Holocausto não são para mim. Não me perguntem porquê, porque nem eu sei.

Decidi, mesmo assim, dar uma oportunidade a este livro porque só ouvia maravilhas. Aliás, uma antiga professora de Português com quem ainda mantenho contacto recomendou-me este livro. "Vais ver que é bom", disse ela. E é. É muito bom. Na minha opinião, em termos de qualidade, é livro acima da média, sem qualquer tipo de dúvidas. Enredo bom, escrita fantástica e um resultado final extraordinário. Mas este livro não me tocou. Nunca me consegui conectar à histórias ou às personagens, apesar de, mais uma vez, considerar ambas muito boas. Portanto, a frase que melhor descreveria melhor a minha experiência com este livro é uma repetida e chata frase utilizada entre os membros de um casal: o problema não és tu, sou eu. Porque é exatamente essa a situação. 

Não hesitaria a recomendar o livro a ninguém. É mesmo muito bom. Comigo, não funcionou, mas, enfim, não podemos gostar todos do mesmo, certo? 

Termino esta opinião com a frase que nos introduz, após a nota do autor, ao livro. Já por si esta frase é dona de um poder imenso. 

Ergue os olhos e contempla o céu: é um cemitério, um cemitério invisível, o maior da História."

- Ellie Wiesel, The Holocaust, Voices of Scholars

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★★★☆☆

3/5 - Bom

 

Não referi na opinião, mas o João Pinto Coelho foi vencedor do Prémio Leya, em 2017, com o livro Os Loucos da Rua Mazur! Deixo-vos o link para algumas entrevistas feitas ao autor:

Reportagem SIC

Artigo no Público

O que têm vocês a dizer sobre o Perguntem a Sarah Gross ou sobre o seu autor?

 

Até breve! 😊

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Sex | 03.08.18

Cinema | Cinematona (7ª edição)

Mar Pereira

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Para quem acompanha o canal da Dora (Books & Movies), já sabe o que é a Cinematona. Mas, para quem nunca ouviu falar disto (o que eu acho raro), esta é uma maratona dedicada a filmes e não a livros que tem, como é óbvio, o objetivo de vermos o maior número de filmes possível num determinado mês. A 7ª edição da Cinematona vai decorrer durante todo o mês de agosto (de 1 a 31 de agosto) e conta com 10 categorias. Podem consultar o video de introdução à maratona, para ficarem a saber de informações extra ou para esclarecerem eventuais dúvidas aqui.

 

  • 1 - Um filme dos Anos 80

The Princess Bride (1987). Estou há séculos para ver este filme. Não sei muito sobre ele, mas sempre tive interesse em vê-lo.

  • 2 - Um filme baseado em Factos Reais

300 (2006). É baseado na batalha entre Espartanos e Persas, onde as forças de Esparta estavam em completa desvantagem, tendo apenas 300 soldados. Gosto muito da civilização grega e é uma falha ainda não ter isto este filme!

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  • 3 - Uma Adaptação Literária 

Fight Club (1999). Eu sei, eu sei. Falha tremenda ainda não ter visto este filme do David Fincher, mas... É desta!

  • 4 - Uma novidade de 2018

To All the Boys I've Loved Before (2018). Vai estrear a 17 de agosto, na Netflix, portanto, vem muito a tempo de o ver para a maratona. Já li o livro e gostei! 

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  • 5 - "Caguei para o argumento. Vou ver o filme para babar!"

The Riot Club (2014). Sam Claflin e Douglas Booth. É tudo.

  • 6 - "É desta que vejo isto!"

Never Let Me Go (2010). Estou há ANOS para ver isto. Desta vez, tenho mesmo que parar de arranjar desculpas. 

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  • 7 - Escolhe um filme para eu ver

 Ainda ando em busca de um filme para esta categoria...

  • 8 - Um documentário

 Avicci: True Stories (2017). Estava indecisa entre colocar este ou o Take Your Pills, mas, devido aos recentes acontecimentos, este pareceu-me uma escolha muito boa. 

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  • 9 - Um filme europeu

 A Royal Affair (2012). É um filme dinamarquês, sobre História, com a Alicia Vikander. Tem tudo para ser bom!

  • 10 - Um filme com um vilão fdp

Gone Girl (2014). Há muito tempo que já quero ver este filme e toda a gente fala maravilhas, por isso...

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Vão participar na Cinematona de agosto? Já viram algum dos filmes acima citados? 

 

Até breve! 😊

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Qua | 01.08.18

Literatura | Opinião: "Ameaça de um Anjo", de Patrícia Lourenço Ferreira

Mar Pereira

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Título: Ameaça de um Anjo

Autor(a): Patrícia Lourenço Ferreira

Edição: 2017

Editora: Chiado Editora

ISBN: 9789895196043

Sinopse: "Elena Cam sentia que não se encaixava em Angels, sempre se sentiu uma estranha até mesmo no seu próprio corpo. Até que foi salva por um desconhecido que mudou a sua vida por completo.
Apareceu-lhe tatuagens e poderes afectando a sua vida e a dos seus amigos, Bella e os gémeos, Landon e Justin.
Aquilo que começara por parecer algo estranho e ao mesmo tempo fantástico começou a ser ameaçado por uma figura desconhecida, que a perseguiria. Seria aquele que a salvara estaria pronto para a matar? Porque daria ao trabalho de a salvar para depois a perseguir?
Ao descobrir que era uma Nephilim, metade anjo metade humana, começa a desconfiar de Ethan Fallen que mudara-se para Angels no momento em que se transformara. Ethan era um ser misterioso e apesar de ela não confiar nele, sentia-se atraída por ele. Quando Elena descobre que faz parte de uma profecia antiga, ela tem que decidir se pode sacrificar a sua vida e a dos seus amigos para apanhar a pessoa que ameaçava a sua vida.
Ameaça de Um Anjo é o começo da Saga da Profecia da Luz e da Escuridão."

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 Recebi uma cópia do livro, em formato digital, por parte da autora, em troca de uma crítica honesta.

 

Sobrenatural e paranormal não são, de todo, géneros literários que aprecie. De facto, coisas como Twilight, Hush, Hush ou Fallen não são leituras que, à partida, vá gostar ou, de algum modo, aproveitar. Era, portanto, pouco provável que a minha opinião fosse mudar com a leitura de Ameaça de um Anjo, mas, ainda assim, decidi dar-lhe uma oportunidade já que, por um lado, falava com a autora diversas vezes pelo Instagram e porque é raro vermos autores portugueses a apostar no género fantástico, embora existam diversos nomes nacionais já conceituados nesse ramo da literatura.

Embora seja catalogado como fantástico, este livro acaba também por se debruçar muito no romance e situação romântica da personagem principal o que, por vezes, se tornou uma injeção demasiado forte de momentos melosos. Além disso, a relação que surge tende a cair para o cliché.

Falando da personagem principal, também não posso dizer que fiquei fã da Elena, que é o espelho da típica rapariga que, coitada, tem meio mundo atrás dela, embora não seja propriamente popular, e é uma durona: Amor? O que é isso? Come-se? Eu cá não me apaixono por ninguém! 

Quanto às restantes personagens, também não tenho grandes elogios a fazer. Achei-as, de certo modo, um tanto chatas e, em alguns casos, mal exploradas.

Quanto à escrita da Patrícia, e tendo em conta que este livro foi escrito quando a autora tinha 16/17 anos, não se pode esperar algo digno de um Nobel, mas, ainda assim, vê-se nela um excelente potencial de crescimento. Apesar de, diversas vezes, ela se basear demasiado na descrição, descrevendo tudo e mais alguma coisa, fazendo a leitura cair, por vezes, num ritmo lento e desinteressante. É a tal regra: show, don't tell. Existem alguns erros que, caso o livro tivesse sido revisado, pela autora ou pela editora, fariam a leitura tornar-se bastante melhor. Deixo-vos alguns exemplos (não consigo indicar as páginas porque o livro desformatou no formato epub)

– A tua mãe já tinha-se casado? – Perguntou-me curioso."

– Eles conseguiram encontrar um anjo caído que andava a séculos a procura de família (...)"

 

Além disso, existem diálogos completamente descabidos, a roçar o estúpido. Peço imensa desculpa, mas não existe outro adjetivo que possa ser aplicado neste caso...

– Bella, eu acho que consigo ler mentes.

– Tu?

– Eu!

– Não! – Disse ela de boca aberta.

– Sim!

– Não pode!

– Pode – disse e antes que ela se passasse, acrescentei – acho!"

 

Algo que, a mim, me fez particular impressão foi o tamanho dos capítulos. Existem capítulos demasiado longos. Aquela que podia ser uma leitura feita com um certo ritmo acaba por ser feita mais lentamente porque, no final de um capítulo de 30/40 páginas, tudo o que nos apetece fazer é pousar o livro. Reparem, este livro tem quase 600 páginas (580, na realidade) e apenas 22 capítulos, o que dá, em média, capítulos com a duração de 26 páginas. Claro que cada autor decide o que fazer com a sua escrita, mas, na pele de leitora, os capítulos longos são, sim, algo que incomoda, sobretudo quando não estamos a gostar especialmente do livro. Ao longo dos capítulos, existem diversos pontos de vista, algo que, na minha opinião, não acrescentou grande coisa ao enredo. Diversas vezes parecia que, apesar de estarmos a ler coisas pela mente de personagens diferentes, os pontos de vista acabavam todos por ser iguais ou similares. 

O final do livro é interessante e, realmente, está aqui uma boa base para uma saga que pode evoluir para algo bem mais interessante que este Ameaça de um Anjo. Possivelmente, o livro não resulto comigo porque, efetivamete, eu não sou fã deste género literário e, por esse motivo, não posso dizer que fiquei desiludida com o livro. Desejo a maior das sortes à Patrícia e ao seu livro!

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★★☆☆☆

2/5 - Razoável

 

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