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literatura, cinema e afins

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literatura, cinema e afins

Sab | 30.06.18

Maratona À Beira Mar

Mar Pereira

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Bem-vindos à apresentação da Maratona À Beira Mar! Andava a trabalhar neste projeto há quase 1 ano e, finalmente, está prontinho a ser partilhado com toda a gente.

Chegar a este nome não foi fácil, mas, já que 1) o blog se chama precisamente mar e 2) esta maratona será desenvolvida no verão, pareceu-me apropriado.

Esta maratona é o projeto de verão do blogue e, por isso, levará algum tempo até ser concluída e irá misturar desafios de leitura, de cinema e de séries.

  • Quanto à duração da maratona…

A maratona terá início à meia noite do dia 29 de junho e será finalizada às 23h59 do dia 31 de agosto.

  • Sou obrigado a cumprir todos os desafios principais? 

Não! Claro que não. Cada um participa conforme conseguir. Se só encontra um livro que pode ser encaixado na maratona, essa participação será tão válida quanto aquela que contribuir com 31 mil livros.

  • Existem desafios obrigatórios?

Não! Cada um participa nos desafios que entender. Caso, por exemplo, não arranjem um livro para uma das categorias, não há problema em deixá-la em branco.

  • O que recebem os vencedores? 

Bem, esta é uma maratona saudável, pelo que não existem nem vencedores nem perdedores. Quanto a prémios, é pouco provável que existam. Estamos aqui para partilhar o gosto pela leitura, pelos filmes e pelas séries, não para vencer uma competição.

XXXXx.pngTemos 6 desafios de leitura principais e 5 desafios extra (caso completem os 6 principais, podem avançar para os extra OU caso não tenham um livro para uma categoria principal, podem optar por substituir essa categoria por um dos desafios extra).

  • Quanto aos desafios principais
  1. Ler um livro de um autor português.
  2. Ler um livro com amarelo, vermelho ou verde na capa/contracapa/lombada (qualquer quantidade).
  3. Ler um livro de um autor lusófono (português, brasileiro, angolano, moçambicano…).
  4. Fazer uma leitura conjunta.
  5. Ler um livro do Plano Nacional de Leitura (PNL).
  6. Ler um livro que te tenha sido recomendado/que tenhas descoberto através do booktube, de blogues, do Wattpad, de amigos, de família…
  • Quanto aos desafios extra
  1. Ler um livro do vosso autor nacional favorito OU ler um livro do vosso autor favorito.
  2. Ler um livro relacionado com História OU ler um livro relacionado com a natureza/que se passe na natureza OU ler um livro de contos.
  3. Ler um livro de um autor lusófono que já tenha sido traduzido lá fora (podem ler o livro que foi traduzido ou apenas um livro de um autor que tenha outros livros traduzidos).
  4. Ler um livro lusófono que já tenha ganho eu tenha sido nomeado para um prémio.
  5. Ler um livro que se passe em Portugal (parcial ou integralmente).

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Para as séries, temos 2 desafios principais e 2 desafios extra (à semelhança dos desafios de leitura, caso completem os 2 principais, podem avançar para os extra OU caso não tenham uma série para uma categoria principal, podem optar por substituir essa categoria por um dos desafios extra).

  • Quanto aos desafios principais
  1. Ver, pelo menos, 5 episódios de uma série ou de várias séries durante a maratona (por exemplo, 1 episódio de Game Of Thrones, 1 episódio de The Handmaid’s Tale, 1 episódio de Stranger Things, 1 episódio de Riverdale e 1 episódio de The Flash; Não é, no entanto, obrigatório, que sejam de séries diferentes, podem ver 5 episódios da mesma série, ou podem ver 2 episódios de uma série X e 3 episódios de uma série Y… Acho que deu para perceber a ideia xD)
  2. Continuar a ver uma série que tens parada há muito tempo.
  • Quanto aos desafios extra
  1. Ver uma temporada inteira de uma série (por exemplo, ver a primeira temporada inteira de GoT; pode ter o número de episódios que quiserem – três, seis, dez, vinte e dois -, o importante é que vejam a temporada inteira)
  2. Ver, pelo menos, um episódio de uma série que alguém te tenha recomendado.

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 Quanto aos filmes, decidi colocar 3 desafios principais e 2 desafios extra  (à semelhança dos desafios de leitura e séries, caso completem os 3 principais, podem avançar para os extra OU caso não tenham um filme para uma categoria principal, podem optar por substituir essa categoria por um dos desafios extra).

  • Quanto aos desafios principais
  1. Ver um filme de um género fora da tua zona de conforto.
  2. Ver um filme baseado em factos reais.
  3. Ver um filme baseado numa obra literária.
  • Quanto aos desafios extra
  1. Ver um filme que pertença a uma saga de filmes (por exemplo, Star WarsHarry PotterPitch Perfect…)
  2. Ver um filme que tenha ganho um Oscar (em qualquer categoria).

 

REGRAS DA MARATONA

Quanto aos livros: contos individuais não serão contabilizados; ebooks ou audiobookssão permitidos; podem usar mais do que uma categoria para o mesmo livro (no entanto, um livro não pode ser colocado em mais do que 3 categorias).

Quanto às séries e aos filmes: embora possam optar por rever séries/favoritas, o ideal seria verem coisas novas (no entanto, podem rever alguma séries/filme para encaixar numa categoria caso pretendam); short films/curtas metragens não serão contabilizados.

 

Sempre que, nas redes sociais, fizerem um post relacionado com a maratona usem a #maratonaàbeiramar e, se possível, identifiquem-me (é sempre bom saber quem é que está a participar!). Ao longo da maratona, podem existir vários sprints de leitura, que serão anunciados na minha página do Instagram e/ou Twitter.

Espero ver as vossas TBR’s e TBS’s algures por aí, nos próximos dias! Conto com a vossa participação!

 

 Até breve! 😊

 

Sab | 30.06.18

Literatura | Opinião: "Sete Minutos Depois da Meia Noite", de Patrick Ness

Mar Pereira

123.PNGTítulo: Sete Minutos Depois da Meia Noite (em inglês, A Monster Calls)

Autor(a): Patrick Ness.

Edição: 2015

Editora: Editorial Presença

ISBN: 9789722354608

Sinopse: “Passava pouco da meia-noite quando o monstro apareceu.
Inspirado numa ideia original da escritora Siobhan Dowd, que morreu de cancro em 2007, Patrick Ness criou uma história de uma beleza tocante, que aborda verdades dolorosas com elegância e profundidade, sem nunca perder de vista a esperança no futuro. Fala-nos dos sentimentos de perda, medo e solidão e também da coragem e da compaixão necessárias para os ultrapassar. Fantasia e realidade misturam-se num livro de exceção, com ilustrações soberbas que complementam e expandem a beleza do texto.”

Para mais informações, clica aqui.

XXXXx.pngLi este livro na sua língua original (inglês). Esta opinião é remetente a essa mesma edição e não à tradução portuguesa.

Devido à minha falta de tempo, na vez de ler sentada na cama, muito descansada, este livro foi lido em inúmeras situações de espera (ora dentista, ora cabeleireiro, ora autocarro…) e, digo-vos: nem que passasse apenas cinco minutos a ler, era imediatamente absorvida pela história.

Sete Minutos Depois da Meia Noite conta-nos mais do que a história de um rapazinho chamado Conor O’Malley. Sete Minutos Depois da Meia Noite transporta-nos para dentro da mente de uma criança que, como todas as crianças, tem muitas estórias para contar.

Don’t think you haven’t lived long enough to have a story to tell.”
― Patrick Ness, A Monster Calls

Este é um daqueles livros que nos dá vários murros no estômago – cada um mais forte que o outro – e que, no final, nos deixa um tanto atordoados.

O livro preza por ser simples, mas, ao mesmo tempo, complexo. Bonito, mas, ao mesmo tempo, muito triste. Infantil, mas, ao mesmo tempo, com lições muito adultas.

Stories are important, the monster said. They can be more important than anything. If they carry the truth.”
― Patrick Ness, A Monster Calls

Apesar de nos despedaçar o coração, Sete Minutos Depois da Meia Noite deixa o leitor agarrado a uma narrativa fluída e maravilhosamente bem construída, conectado a personagens (incluindo um monstro) e, no final, deixa-o sem chão. É absolutamente extraordinário.

There is not always a good guy. Nor is there always a bad one. Most people are somewhere in between.”
― Patrick Ness, A Monster Calls

 

Algumas curiosidades sobre Sete Minutos Depois da Meia Noite…

  • A ideia original do livro não partiu de Patrick Ness, mas sim de Siobhan Dowd, que, infelizmente, devido à sua morte precoce não teve oportunidade de desenvolver essa ideia por si mesma.
  • Sete Minutos Depois da Meia Noite contou com adaptação cinematográfica, em 2016, com Felicity Jones, Liam Neeson, Toby Kebbell e Lewis MacDougall.
  • Este livro conta com várias edições, uma das quais ilustrada (como é o caso da edição portuguesa) por Jim Kay, o mesmo ilustrador responsável pelas edições ilustradas de Harry Potter.

You do not write your life with words…You write it with actions. What you think is not important. It is only important what you do.”
― Patrick Ness, A Monster Calls 

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★★★★★

5/5 - Excelente

 

 Até breve! 😊

Sab | 30.06.18

Literatura | Opinião: "A Todos os Rapazes Que Amei", de Jenny Han

Mar Pereira

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Título: A Todos os Rapazes que Amei (em inglês, To All The Boys I’ve Loved Before)

Saga: A Todos os Rapazes que Amei , volume 1.

Autor(a): Jenny Han.

Edição: 2014

Editora: TopSeller

ISBN: 9789898800008

Sinopse: “Guardo as minhas cartas numa caixa de chapéu verde-azulada que a minha mãe me trouxe de uma loja de antiguidades da Baixa. Não são cartas de amor que alguém me enviou. Não tenho dessas. São cartas que eu escrevi. Há uma por cada rapaz que amei — cinco, ao todo.
Quando escrevo, não escondo nada. Escrevo como se ele nunca a fosse ler. Porque na verdade não vai. Exponho nessa carta todos os meus pensamentos secretos, todas as observações cautelosas, tudo o que guardei dentro de mim. Quando acabo de a escrever, fecho-a, endereço-a e depois guardo-a na minha caixa de chapéu verde-azulada.
Não são cartas de amor no sentido estrito da palavra. As minhas cartas são para quando já não quero estar apaixonada. São para despedidas. Porque, depois de escrever a minha carta, já não sou consumida por esse amor devorador. Se o amor é como uma possessão, talvez as minhas cartas sejam o meu exorcismo. As minhas cartas libertam-me. Ou pelo menos era para isso que deveriam servir.”

 Para mais informações, clica aqui.

 

XXXXx.pngTêm sido vários os livros que, ao longo dos últimos meses, me têm provado que talvez não desgoste assim tanto de livros YA (Young Adult) contemporâneos. Este foi um deles.

Apesar de se erguer sobre alguns clichés e de nos apresentar um ambiente tipicamente americano, este livro é, muito simplesmente, viciante e surpreendente. Não que tenha a melhor escrita, ou história, ou personagens do mundo, mas é um livro que capta a atenção do leitor desde a primeira página e que o envolve, pondo-o a viver, juntamente com a Lara Jean (a nossa personagem principal), a juventude.

Foi dos livros mais engraçados (muito por causa da irmã mais nova da Lara, a Kitty) que já li – dei várias vezes por mim a rir às gargalhadas, enquanto estava  ler. Além disso, está escrito de uma maneira tão simples, mas tão doce, que é impossível não devorar o livro. É mesmo IMPOSSÍVEL.

Quando comecei A Todos os Rapazes que Amei esperava um livro recheadinho de clichés e uma personagem principal totalmente dramática, mas acabei por encontrar um enredo interessante e uma personagem principal extremamente divertida.

Foi uma excelente surpresa. Estou grata por ter dado uma oportunidade à Lara Jean, aos amigos dela e à sua família.

Se quiserem uma leitura leve, mas que ainda assim vos mantenha a pulga atrás da orelha, vos faça e rir e, sobretudo, vos faça, por uns momentos, desligar de tudo o que não seja o enredo do livro, este livro é o ideal.

Adorei, mesmo! Estou a morrer para ler o próximo livro. Preciso dele para ontem!!!!

XXXXx.png★★★★☆

4/5 - Muito Bom

 

 Até breve! 😊

 

 

Sab | 30.06.18

Séries | Para ver de uma assentada não há melhor que isto!

Mar Pereira

Está a chegar aquela altura do ano em que, pessoalmente, fico com mais vontade de ver séries. E todos sabemos que não existe maneira melhor do que maratonas a ver séries para limpar a nossa watchlist, certo?

Hoje, vou falar-vos de 5 séries que, a meu ver, são perfeitas para maratonar-mos, ou por serem curtas, ou por serem extremamente viciantes.

 

Riverdale (2017)

  • Emissora: The CW.
  • Número de Temporadas: 2.
  • Número de episódios por temporada: 13 (1ª temporada) e 20 (esperados na 2ª temporada)
  • Duração média dos episódios: 45 minutos.

 

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Quem não ouviu falar desta série? Bom, esta é mesmo uma daquelas para ver um episódio e não querer outra coisa. Acreditem, vocês não vão descansar enquanto não descobrirem o final da primeira temporada (a série vale a pena muito por causa desta temporada). Quanto à segunda temporada, não tenho coisas boas a dizer… Mas, vejam a primeira temporada, é muito boa!

 

Stranger Things (2016)

  • Emissora: Netflix.
  • Número de Temporadas: 2.
  • Número de episódios por temporada: 8.
  • Duração média dos episódios: 51 minutos.

 

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Vou ser muito suspeita para falar desta série, já que é uma das minhas séries favoritas de sempre, mas, realmente, não podia deixar de a incluir aqui. Maratonei a série na altura em que saiu a 1ª temporada e voltei a fazê-lo na segunda – e não me arrependo NADA! Esta é uma das melhores séries que circulam por aí. É mesmo excelente.

 

How To Get Away With A Murder (2014)

  • Emissora: ABC.
  • Número de Temporadas: 4.
  • Número de episódios por temporada: 15
  • Duração média dos episódios: 43 minutos

 

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Esta é outra série capaz de vos fazer prender ao sofá um dia inteiro. O enredo é tão interessante, a história é tão cativante, os mistérios são tão intrigantes e as personagens são qualquer coisa, também. Uma série com a Viola Davis, só por si, promete muito. Esta, efetivamente, promete e cumpre.

 

The 100 (2014)

  • Emissora: The CW.
  • Número de Temporadas: 5.
  • Número de episódios por temporada: Varia entre os 13 (1ª e 4ª temporada) e os 16 (2ª e 3ª temporada)
  • Duração média dos episódios: 43 minutos.

 

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Esta aqui é capaz de ser a série mais suscetível a gostos ou preferências que cada um de vocês têm. De facto, não é uma série para toda a gente. Confesso que, realmente, esta não é, de todo, a melhor série do mundo e que tem erros e falhas. Mas, novamente, o enredo prende-vos de uma maneira impressionante. É impossível parar de ver! Para fãs de distopias, como é o meu caso, é uma série a ver, de certeza.

 

The End Of The F***ing World (2017)

  • Emissora: Netflix.
  • Número de Temporadas: 1.
  • Número de episódios por temporada: 8.
  • Duração média dos episódios: 20 minutos.

 

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The End Of The F***ing World é a série mais fácil para se fazer uma maratona que coloquei neste post. Os episódios voam, o enredo cativa-vos e o fim deixa-vos, simplesmente, a conter a respiração. Pequena dica caso queiram assistir tudo de uma vez (como eu fiz): não tenham pressa, saibam apreciar e saborear os pormenores, pois, mal dão por ela e estão no último minuto da série a queixar-se de terem visto a série tão rapidamente (foi o que me aconteceu…).

 

 Até breve! 😊

 

 

 

 

 

 

Sab | 30.06.18

Literatura | Opinião: "O Código da Morte", de Lindsay Cummings

Mar Pereira

ATENÇÃO! Possíveis spoilers do primeio livro na sinopse abaixo apresentada. Opinião livre de spoilers.

 

123.jpgTítulo: O Código da Morte (em inglês, The Death Code)

Saga: O Complexo dos Assassinos, volume 2.

Autor(a): Lindsay Cummings

Edição: 2016

Editora: Saída de Emergência

ISBN: 9789896379315

Sinopse:  “Uma distopia inteligente, com personagens complexas e muita ação.

Semanas após ser capturada, Meadow Woodson foi feita prisioneira da Iniciativa e está prestes a perder tudo em nome da sobrevivência.
Tentam quebrá-la e forçá-la à submissão, mas a jovem não tenciona desistir e está determinada em não deixar a Iniciativa vencer. Não importam os obstáculos, atribulações e a dor, tudo irá suportar para proteger a sua família, mesmo que implique perder a vida.
Desejoso de obter vingança, Zephyr tem apenas um objetivo em mente: encontrar Lark Woodson, a mãe da rapariga que ama, e a mulher por detrás do segredo do Complexo dos Assassinos. Mas mesmo que consiga resgatar Meadow, ele terá de tomar a escolha de a seguir em direção ao desconhecido e sacrificar tudo aquilo pelo qual lutou, incluindo a sua própria liberdade…
Conseguirão ambos enfrentar a escuridão que os rodeia, derrotar os seus inimigos e, finalmente, encontrar uma luz de redenção e esperança?”

 Para mais informações, clica aqui.

XXXXx.pngNo passado verão, comecei a leitura desta duologia (espero que assim se mantenha e que a autora não continue a lançar livros que dão continuação a esta história…) e, na altura, fiquei com uma boa impressão da história e mundo criados pela autora. Caso ainda não tenham lido, podem consultar a opinião do primeiro livro aqui.

Realmente, gostei bastante do primeiro livro: foi intrigante, com ação rápida e vertiginosa, bom enredo… Quanto a este segundo livro, a história é completamente diferente.
A leitura continua a fluir bem, já que os capítulos têm, novamente, uma duração bastante curta (o que, para mim, desde já, é um ponto extremamente positivo), sendo bastante fácil virar a página e ler só mais um capítulo.
No entanto, senti neste segundo livro uma quebra no conteúdo e enredo da história. A primeira parte do livro, que está, no total, dividido em três grandes partes, é fantástica. Cheia de reviravoltas. Prende completamente a nossa atenção. As outras duas… Foram bastante paradas e secantes.
Não sei se isto estará conectado com o facto do meu gosto literário ter ficado um pouco diferente e eu, enquanto leitora, estar um bocadinho mais exigente, mas as personagens, que, no livro anterior, acabaram por me surpreender (acabei por gostar bastante das mesmas), neste ficaram, por vezes, intragáveis.
Não me alongando mais nesta opinião, já que tenho, primeiro, pouco tempo para me dedicar à análise de casa ínfimo pormenor da obra devido à grande pilha de matéria acumulada que tenho por estudar, segundo, medo de estar a dar-vos informações extra para o que é o primeiro livro, vou apenas dizer-vos que esta duologia vale a pena e não a pena: o primeiro livro é realmente muito bom e, embora este esteja um pouco diferente ou áquem do que eu esperava, não deixa de ser uma leitura rápida e boa para entreter, mas nada de brilhante.
Penso que já o referi na opinião do primeiro volume, mas fãs de distopia e sci-fi, esta é uma saga a não perder de vista!

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★★☆☆☆

2/5 - Razoável

 

 Até breve! 😊

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sab | 30.06.18

Cinema | Opinião: "I, Tonya"

Mar Pereira

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Título: I, Tonya 

Ano: 2017

Género: Biografia, ComédiaDrama

Diretor(a): Craig Gillespie

Principais Atores: Margot RobbieSebastian StanAllison Janney

IMDb7,7/10

Sinopse: Eu, Tonya é um retrato, por vezes absurdo, trágico e hilariante, da mulher no centro do maior escândalo na história do desporto, Tonya Harding. Tonya (Margot Robbie) dominou o gelo com um desportivismo sem precedentes, mas acabou por aparecer nas manchetes dos jornais por razões muito diferentes. Esta é a história de como Tonya, uma patinadora artística americana, viu o seu futuro no mundo do desporto posto em risco, quando se viu envolvida num violento ataque à sua rival, Nancy Kerrigan, mesmo antes das Olimpíadas de Inverno de 1994 em Lillehammer.” (RTP)

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Livre de spoilers

 

Chega este mês às salas de cinema portuguesas, entra na corrida ao Oscar de Melhor Atriz e Melhor Atriz Secundária e retrata uma história verídica. I, Tonya é o espelho da vida mais do que complicada da patinadora americana Tonya Harding.

 

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Não vou negar que fiquei um bocadinho desiludida quando acabei de ver este filme. Estava há muito tempo à espera de I, Tonya – costumo gostar muito dos filmes da Margot Robbie e, portanto, sabia que este era um filme a ser visto – e estava com as expectativas um bocadinho altas.

Não é que o filme seja mau – porque não é, de todo! -, simplesmente não foi daqueles filmes que me deixasse completamente arrebatada e boquiaberta. É um filme simpático, no sentido em que funciona bem para passar um bom bocado.

Para mim, e sendo muito sincera, o que realmente brilha neste filme não é a história em si (que tem a sua parte de interesse e intriga), mas sim as prestações dos atores, que potenciaram, e de que maneira, o filme. Destaco, evidentemente, a Allison Janney (The HelpJuno) que interpretou uma mãe sem misericórdia ou ponta de carinho pela Tonya de uma maneira irrepreensível. Que papelão! Já só vejo o Oscar de Melhor Atriz Secundária a ser-lhe entregue.

 

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No final, e apesar da pequena desilusão e balde de água fria que apanhei, e de não ter considerado a história assim tão boa, I, Tonya valeu bem o tempo empregue. Despertou em mim diversos sentimentos: ora raiva, ora pena. Fez-me rir e chorar. É, portanto, um bom filme que recomendo!

 

XXXXx.png★★★★★★★☆☆☆

7/10 - Bom

 

 Até breve! 😊

 

 

 

 

 

Sab | 30.06.18

Cinema | Opinião: "Lady Bird"

Mar Pereira

123.PNGTítulo: Lady Bird

Ano: 2017

Género: ComedyDrama

Diretor(a): Greta Gerwig

Principais Atores: Saoirse RonanLaurie MetcalfTracy Letts, Timothée Chalamet

IMDb7,9/10

Sinopse: “Uma história que explora o humor e a emoção na turbulenta ligação entre uma mãe e a sua filha adolescente.

Apesar de Christine “Lady Bird” McPherson lutar contra isso, é exatamente igual à sua extremamente apaixonada, profundamente opinativa e muito teimosa mãe, que trabalha incansavelmente como enfermeira para sustentar a sua família depois do pai ter perdido o emprego. Uma história passada em Sacramento, Califórnia, em 2002, no meio de um cenário de rápida mudança da economia americana.” (SAPO Mag)

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Livre de spoilers

A estrear nas salas portuguesas em março, nomeado para 5 Oscars, entre os quais Melhor Filme, Melhor Diretora e Melhor Atriz, e vencedor de 2 Globos de Ouro, Melhor Filme de Comédia/Drama e Melhor Atriz em Comédia/Drama, Lady Bird está a correr o mundo e as notícias pela nomeação de Greta Gerwig ao Oscar de Melhor Diretor(a), categoria que costuma apenas contar com caras masculinas.

 

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A adolescência não é propriamente um momento fácil – eu, como adolescente, devo sabê-lo melhor do que ninguém, já que estou a passar por esse “estado” neste momento – acaba por ser uma montanha russa enorme, em todos os sentidos. A Lady Bird (ou Christine) é precisamente a representação de uma adolescente rebelde, que quer viver a vida à sua maneira, que não quer fazer o que lhe dizem, que quer tornar-se independente. Entre caminhos de guerra e paz, de amor e ódio, de verdade e mentira, vemos a personagem crescer, não só em idade. Acompanhamos o seu percurso atribulado, contado de uma maneira extraordinariamente boa.

Este filme tem tudo para se tornar algo facilmente apaixonante – boas atuações, grandes personagens, uma história para refletir.

Quando comecei a assistir Lady Bird, contava com mais um filme cliché, com um filme mais do mesmo, com um filme banal. Quando o acabei, estava lavada em lágrimas, e tinha a certeza de que tinha encontrado um dos meus filmes favoritos do ano!

A própria diretora diz que “Lady Bird é a celebração das relações entre mulheres e as suas mães”, e, muito sinceramente, nada do que eu pudesse tentar dizer-vos podia descrever melhor o filme.

 

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★★★★★★★★☆☆

8/10 - Muito Bom

 

 Até breve! 😊

 

 

 

Sab | 30.06.18

Cinema | Opinião: "Call Me By Your Name"

Mar Pereira

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Título: Call Me By Your Name (Chama-me Pelo Teu Nome, em português)

Ano: 2017

Género: Drama, Romance

Diretor(a): Luca Guadagnino

Principais Atores: Michael Stuhlbarg, Armie Hammer, Timothée Chalamet, Amira Casar

IMDb8,4/10

Sinopse: “Verão de 1983, norte de Itália.Elio Perlman (Timothée Chalamet), um precoce rapaz italo-americano de 17 anos, passa as férias na casa de família, uma mansão do século XVII, a transcrever e tocar música, a ler e a nadar.Elio tem uma relação próxima com o seu pai (Michael Stuhlbarg), um famoso professor especializado em cultura greco-romana, e a sua mãe Annella (Amira Casar), tradutora. Apesar da sua educação sofisticada e talento natural, Elio continua a ser bastante inocente, principalmente em assuntos do coração.

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Livre de Spoilers

Adaptado da obra literária de Andre Aciman, Call Me By Your Name é um dos próximos filmes a chegar às salas de cinema portuguesas, a 18 de janeiro.

 

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Nomeado para 3 Globos de Ouro, entre os quais, Melhor Ator Principal e Melhor Filme de Drama, e também para vários BAFTA, por exemplo, na categoria de Melhor Filme, esta história de amor nos anos 80 está a ser altamente aclamada pela crítica e diz-se que será forte candidato ao Oscar (relembre-se que os nomeados para os Oscars serão anunciados no dia 23 de janeiro).

 

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Neste filme cheio de romantismo, erotismo, arte e paixão conhecemos o Elio, um rapaz que se está a conhecer e a descobrir-se a si próprio, revelando, desde o começo, um dos grandes pontos abordados na longa metragem.

Embora, por vezes, considere que o filme toma rumos um tanto confusos (às tantas já acabava por me perder nos diálogos, nas várias cenas…), este vai ser o único defeito que me verão apontar a este que foi um dos primeiros filmes vistos em 2018 e que, de certo, mais não me podia ter surpreendido.
Call Me By Your Name é uma obra de arte que respira cultura, respira literatura, respira História, respira beleza. Que respira diversidade, respira diferentes línguas e uma realidade bonita dos anos 80.
É uma obra que nos ensina muito, que nos deixa tristes, que nos envolve e que faz de nós gato-sapato no final. É uma história nua e crua, sem efeitos do que é ou não o amor, do que é ou não estar apaixonado, do que é ou não estar a descobrir-se.
 

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Nesta Itália de há quase quarenta anos atrás, a história de Elio leva-nos além da sua descoberta; arrisco-me a dizer que nos leva à descoberta do seu mundo ou do mundo numa generalidade. Leva-nos a lugares belíssimos, a viajar sem ter de mexer um pé, a conhecer, a aprender, a admirar.

Para rematar, resta-me apenas dizer que também a trilha sonora do filme combina na perfeição com a história e com os momentos da mesma. Aliás, este post foi escrito enquanto escutava essa mesma trilha sonora.
Call Me By Your Name foi, provavelmente, um dos filmes mais belos que vi nos últimos tempos. Recomendo vivamente.
 

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★★★★★★★★☆☆

8/10 - Muito Bom

 

 Até breve! 😊

 

 

 

Sab | 30.06.18

Literatura | Opinião: "Nem Todas as Baleias Voam", de Afonso Cruz

Mar Pereira

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 Para mais informações, clica aqui.

XXXXx.pngMuito curiosamente, para mim, que sou uma fã de História, sem qualquer tipo de vergonha, o período da Guerra Fria sempre foi complicado, nunca gostei lá muito de estudar esta Guerra na escola, achava-a um tanto, poderei dizer, sem julgamento, desinteressante? Preocupante, sim. Interessante? Bom, para mim, nem por isso.

Isto até ter viajado para estes anos, através das palavras de Afonso Cruz. Aí sim, este período tão importante da História me deixou com a pulga atrás da orelha.

Duvido que seja novidade para alguém, mas, de facto, Afonso Cruz é um dos meus autores favoritos e dele não espero menos do que um livro cinco estrelas. Bom, este seu Nem Todas As Baleias Voam não foi um livro cinco estrelas, com muita pena minha, mas foi, como de resto não poderia deixar de ser, um livro e tanto.

Para quem nunca teve contacto com o autor, não recomendo, de todo, este livro para começar. Primeiramente, eu li Vamos Comprar Um Poeta e fiquei instantaneamente encantada.

Não é que este livro de Afonso Cruz seja mau, mas… Não sei, faltou qualquer coisa, soube-me a pouco.

A história de amor que este livro nos conta é, simplesmente, encantadora. Mas, ainda assim, há que valorizar esta jornada da “ideia mais fantástica da Humanidade: pretender conquistar o mundo através da música em vez de, por exemplo, explodir Hiroxima ou invadir o Iraque”.

Comparando este livro com os outros que já li do autor, este ficou aquém. As personagens ficaram aquém, o desenvolvimento ficou aquém… Ganha pontos pela maravilhosa ideia e pela ainda mais maravilhosa escrita.

Um autor que muito admiro disse, numa das suas obras de arte, que “um homem é feito dessas histórias, não é de adê-énes e músculos e ossos. Histórias.” e também que “Um homem possui três estômagos: um na barriga, outro no peito e outro na cabeça. O da barriga, toda a gente sabe para que serve; o do peito mastiga a respiração, que é a nossa comida mais urgente. Uma pessoa morre sem ar muito mais depressa do que sem água e pão. E por fim, o estômago da cabeça que se alimenta de palavras e de letras.” e ainda que “Encheremos o mundo de coisas preciosas. Serão tantas que os homens passarão por elas julgando-as banais.”. Somos uns sortudos por vivermos num mundo com estas “coisas preciosas”, como são, de resto, exemplo os livros deste mesmo autor que muito admiro e de quem continuo e continuarei a ser fã. Por favor, não os ignorem, são livros que alimentam bem o nosso 3º estômago.

XXXXx.png★★★★☆

4/5 - Muito Bom

 

 Até breve! 😊

 

 

 

Sab | 30.06.18

Experiências | A Minha Aventura Com o Voluntariado

Mar Pereira

Quem me segue no Twitter e quem me conhece já sabe que este ano letivo está-me a trazer não só novas amizades, como novos espaços, mas também novas experiências.

Desde que me lembro, sempre estive envolvida em projetos da escola: Clube de Contos, Clube de Poesia, Clube de Dramatização… Já estava, portanto, habituada a fazer algo em prol da escola onde estudava ou de participar nas suas iniciativas. E, embora isto tomasse grande parte do meu tempo, sempre fizeram de mim uma pessoa mais feliz.

Mas, este ano, decidi experimentar algo diferente: o voluntariado.

Todas as quartas feiras, abdico de duas horas do meu tempo para ir para a biblioteca da escola ajudar meninos do 3º ciclo com os trabalhos de casa, a estudar para os testes, a praticar e a melhorar em algumas disciplinas a que tenham mais dificuldade, e coisas desse género. É como se me tornasse uma mini, mini, mini professora por umas horinhas.

Ainda que o meu futuro no mercado de trabalho esteja longe, de todo o ensino é uma opção que eu deixe de lado e considero, muito sinceramente, esta minha nova aventura uma ótima maneira de praticar os meus pequenos dotes de professora (*risos*).

Até agora, tenho apenas trabalhado com uma menina do 9º Ano, mas posso já dizer que esta experiência tem sido uma das melhores coisas de sempre.

É tão gratificante ouvir o “Ah, agora já percebi!” ou “Já consegui fazer este exercício!” e depois um “Obrigada pela ajuda!”. Acho que, realmente, ser professor deve ser uma das profissões mais gratificantes de sempre, por estes motivos.

Por isso, entrar todas as quartas feiras na biblioteca, depois de uma manhã cheia de aulas, depois de um mês cheio de testes, trabalhos e apresentações e falta de horas de sono, chegar lá, partilhar o meu não tão grande conhecimento com alguém e ver que esse alguém o aprecia, faz-me sair de lá com o coração cheio. Muito cheio.

Prometo voltar com mais novidades e updates ao longo do ano, para já, só posso dizer que está tudo a correr muito bem!

 

Somos todos anjos com uma asa só; e só podemos voar quando abraçados uns aos outros”

Luciano De Crescenzo

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